O assassinato cometido pelo empresário Flávio Medeiros contra o professor da rede estadual de ensino Keine Diniz, na noite dessa quinta-feira, 03 de abril, nas dependências da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em Campina Grande, está completamente elucidado, com autoria e motivação esclarecidas.
Todos os detalhes do caso foram explicados à imprensa nessa sexta-feira, 04, durante entrevista coletiva. E apesar de o crime, da forma como foi cometido, não apontar nenhuma falha do esquema de segurança da universidade, o superintendente da Polícia Civil em Campina, delegado Paulo Ênio, fez questão de enfatizar que a instituição está à disposição para colaborar no que for preciso com a universidade.
“Claro que as universidades possuem autonomia com relação à forma pela qual vão gerir a sua segurança interna. É um ambiente acadêmico, com suas peculiaridades, mas nós enquanto instituição policial nos colocamos inteiramente à disposição”, disse o superintendente, ao ser questionado, na entrevista, se as investigações constataram falhas no sistema de segurança da UEPB.
Paulo Ênio lembrou que o modus operandi adotado por Flávio durante a ação criminosa se enquadra no chamado “crime de proximidade”, que é de fácil elucidação, porém muito difícil de ser evitado por órgãos de segurança, sejam eles públicos ou privados.
O crime
Na noite de quinta-feira, Flávio foi até a UEPB e efetuou vários tiros contra Keine, que foi a óbito no local. Um disparo atingiu também o sócio de Keine, na papelaria onde ambos trabalhavam, mas essa segunda vítima foi socorrida e não corre riscos.
Após atirar em Keine, Flávio foi até a escola onde sua ex-esposa trabalha, na tentativa de também assassiná-la. Porém, ele foi impedido de entrar no local e acabou desistindo de seguir com o plano. O empresário, então, saiu dirigindo pelas ruas e decidiu entrar no estacionamento do Instituto de Polícia Científica (IPC) em Campina Grande, onde, ainda no interior do seu veículo, atirou contra a sua cabeça. Ele foi socorrido e hospitalizado, mas faleceu no dia seguinte.
A motivação
Flávio conviveu maritalmente com sua esposa durante 24 anos. Há cerca de um ano, eles se separaram, e após a mulher iniciar um relacionamento com Keine, Flávio passou a prometer que mataria a ela e ao namorado, e depois cometeria suicídio.
Polícia Civil da Paraíba
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