A mais recente pesquisa do Instituto Quaest revelou um cenário preocupante para o presidente Lula, com uma queda expressiva na sua aprovação e um aumento na desaprovação. Pela primeira vez desde o início do terceiro mandato, a rejeição ao governo superou a aprovação, com 49% dos entrevistados desaprovando a gestão petista, contra 47% que ainda a aprovam. Em dezembro, a aprovação era de 52%, mostrando uma queda significativa em poucos meses.
Os principais fatores para essa piora na avaliação incluem a percepção negativa da economia, com 83% dos brasileiros relatando alta no preço dos alimentos, e a sensação de que o governo tem cometido mais erros do que acertos, como no caso da polêmica envolvendo a possível fiscalização do PIX. Além disso, a pesquisa indica que 65% da população acredita que Lula não está cumprindo as promessas de campanha.
O impacto desses números foi tão forte que aliados do presidente ficaram alarmados, considerando a pesquisa “assustadora” e “péssima” para o governo. Em estados-chave como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a desaprovação superou 50%, indicando dificuldades crescentes para Lula caso tente a reeleição em 2026.
O descontentamento se espalha por vários segmentos da sociedade, incluindo eleitores que votaram em Lula no segundo turno de 2022. Essa deterioração da popularidade do presidente demonstra que sua retórica populista já não convence tantos brasileiros, especialmente diante da falta de soluções concretas para problemas como inflação e insegurança econômica.
A pesquisa do Instituto Quaest também revelou uma tendência preocupante para Lula na região Nordeste, historicamente um de seus principais redutos eleitorais. A aprovação do presidente caiu de 48% em dezembro para 37%, enquanto a desaprovação subiu consideravelmente, indicando uma perda de apoio mesmo entre eleitores tradicionalmente alinhados ao PT.
Outro ponto crítico identificado pelo levantamento é a rejeição crescente entre mulheres e a classe média. O grupo feminino, que já demonstrava uma divisão em relação ao governo, agora apresenta maior insatisfação, refletindo dificuldades do governo em temas sensíveis como segurança e economia doméstica. Já entre os eleitores de classe média, a desaprovação é impulsionada pelo aumento do custo de vida e pela percepção de que as políticas econômicas do governo não favorecem esse segmento.
Com esses indicadores, o governo petista dá sinais de fragilidade, tornando qualquer pretensão de reeleição uma aposta cada vez mais arriscada, embora o Lula 3 aposte numa série de propostas que possam virar o humor do brasileiro, algo ainda não perceptível nesses primeiros 3 meses de 2025.
O fato é que os números da pesquisa Quaest reforçam a percepção de que o país não vai nada bem e de um Lula moribundo, incapaz de reagir a ‘maré’ ruim e que começa inviabilizar sua candidatura à reeleição.
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