Paraíba

Carlos Fábio diz que Paulo Maia faz gestão baseada em ‘selfies’ e que OAB precisa ser levada a sério

08 de novembro de 2018

O candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB), Carlos Fábio, representante da Chapa 5 – ‘Compromisso é a Nossa Força’, exaltou, nesta quinta-feira (8), a necessidade de transparência com os gastos da Ordem e que a atual gestão é “personalíssima”, durante entrevista no Sistema Correio, em João Pessoa. Na oportunidade, ele ainda destacou propostas como linha de crédito para o jovem advogado, luta por concurso público e a abertura de diálogo com o Judiciário. Para ele, a entidade precisa de mais ação em favor da advocacia e de mais transparência nos recursos e nas suas contas.

“As ações todas são muito pessoais, não há o ‘nós’, é sempre o ‘eu’. A advocacia paraibana não pode mais concordar. Vemos uma diretoria que faz dois anos e quatro meses que não se reúne. É uma gestão que é mais de marketing, de selfie, de fotos, do que real. A advocacia está sofrendo. É uma OAB mais preocupada com a imagem virtual do seu presidente, do que com a Ordem como um todo”, comentou Carlos Fábio. Que ainda rebateu as declarações de que as prerrogativas foram alvo de luta por parte da atual gestão: “Houve um retrocesso”.

Um dos pilares da candidatura de Carlos Fábio é compromisso. Um dos mais sólidos de sua propositura é o fim da reeleição. Assim como na eleição anterior, ele reitera sua disposição em não partir para um mandato seguido caso seja eleito neste ano. “Na questão da reeleição, com o compromisso que fizemos há três anos atrás, continuo com a mesma ideia. O fim da reeleição não é só questão de poder, é alternância. Podem ficar tranquilos, não preciso assinar resolução ou registrar em cartório, é a minha palavra: não vou para reeleição”, destacou.

Tratando de suas diversas propostas, Carlos Fábio ressaltou durante a entrevista as que dizem respeito a mercado de trabalho. A encubadora para o jovem advogado, juntamente com linhas de crédito; abrir diálogo com o Judiciário; lutar por concursos públicos; ampliação do mercado de trabalho; e o combate a criminalização da advocacia municipalista e criminal foram algumas das
propostas comentadas pelo candidato.

Ao final, Carlos Fábio fez questão de destacar o teor coletivo de sua candidatura, que representa diversos segmentos e um movimento criado pelos próprios advogados e advogadas da Paraíba. Os custos de sua campanha são divididos entre cerca de 80 advogados e advogadas, com ações e movimentações políticas coletivas, e o intuito de construir uma OAB mais plural e participativa no ramo pessoal e profissional da classe advocatícia.