O Secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, em resposta a informação da Prefeitura de Campina Grande sobre uma possível duplicação no número de casos de Covid-19 no município, declarou que sua Pasta apenas divulga os números informados pela própria edilidade municipal, e que Campina Grande não está retificando os dados de pessoas que fazem os testes de Covid-19 mais de uma vez. Em entrevista à rádio Arapuan FM, em João Pessoa, Medeiros revelou preocupação com a situação da pandemia no interior do estado e colocou em dúvida a condução da saúde na ‘Rainha da Borborema’.
Campina Grande tem um problema sério na gestão da vigilância em saúde. “Não existem médicos e nem pessoal qualificado para fazer esse trabalho de retificação e por isso está existindo o acúmulo dos dados”, denunciou ao acrescentar: “se houve uma duplicidade ou triplicidade de pacientes que realizam os testes de Covid várias vezes, essa retificação tem que ser feita também e deve ser feita pela vigilância em saúde do município em Campina Grande. O que ocorre ao longo desses meses que a Vigilância em Saúde de Campina grande não faz retificação diariamente, não tem servidores suficientes para suprir essas falhas e acumula esse número de pacientes que realizam o teste várias vezes, é culpa da Vigilância em Saúde e da Secretaria de Campina Grande essa não retificação dos casos”, disse Geraldo.
Geraldo Medeiros disse que o comportamento da pandemia mostra que a Covid-19 está ‘ganhando’ o interior, com 72% dos casos registrados fora da grande João Pessoa, e afirmou ainda que Campina Grande possui a maior taxa de duplicação viral para a Covid-19 do Estado que é de 2,19% enquanto que em João Pessoa esse índice de 1.5 % ” e mesmo assim o prefeito Romero Rodrigues determinou a reabertura do comércio sem qualquer planejamento”, completou.
Questionado sobre medidas adotadas por prefeituras, a exemplo de Cabedelo, que quer abrir tudo já nos próximos dias, Medeiros lamentou a postura, ressaltando que a cidade não tem um único leito de UTI. “ O problema é que a medida repercutirá não em Cabedelo, mas em João Pessoa. As nossas medidas e ações estão sendo baseadas na ciência e não em achismos”, completou.
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